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Desabrigados pela chuva vão para barracas doadas pelo Rotary

Acampamento tem 84 abrigos, com 25 metros quadrados cada um e regras de convivência.

Um mês depois das chuvas que arrasaram cidades do Nordeste, em Barreiros (PE) desabrigados estão sendo instalados em 201 barracas doadas pelo Rotary Club. Anteontem, chegaram os primeiros “moradores” do Acampamento Confiança, onde há 84 barracas-abrigo para 82 famílias. Eles estavam em uma escola na vizinha São José da Coroa Grande. A prioridade é desocupar os colégios para a volta às aulas.

Com uma população de 44 mil habitantes, Barreiros, um dos 12 municípios pernambucanos em estado de calamidade pública, tem presentes as marcas da destruição causada pelas chuvas: ruas enlameadas, poeira, prédios danificados ou derrubados. Os desabrigados chegam a 1.835 e os desalojados, a 28.165. Um outro acampamento com 117 barracas instaladas começa a ser ocupado na próxima semana.

“É um alívio estar aqui”, disse Silvana Vicente de Araújo, de 38 anos. “O abrigo era uma nojeira, tinha confusão, brigas. A polícia chegou a prender gente bêbada e arruaceira.” Em sua caixa-abrigo de 25 metros quadrados, uma barraca impermeável utilizada para acampamentos temporários em situações de emergência, a exemplo do terremoto do Haiti, Silvana estava satisfeita.

O local, organizado, tem a presença da polícia, a alimentação chega três vezes ao dia em quentinhas e, à noite, todos estavam entusiasmados com o anúncio de uma “sessão cinema”, no galpão onde uma antena parabólica garantiria o funcionamento de uma televisão de 29 polegadas.

Ontem, as coordenadoras do acampamento conversavam com as crianças, os adolescentes e os responsáveis pela família. Explicavam as regras de convivência, a necessidade de todos se comprometerem com a limpeza, o respeito aos vizinhos. Apesar de a situação ser melhor do que a do abrigo anterior, já havia reclamações. Uma delas era o fato de não ser possível tomar banho individual. “Aqui tem gente de todo tipo, a gente vai ter de aprender a conviver”, afirmou Genilda Cabral da Silva, de 35 anos.

A expectativa agora é com a mudança para uma casa. A prefeitura estima que até o fim do ano serão entregues as primeiras das mil que serão construídas.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100715/not_imp581432,0.php